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REALIDADE ATUAL EM SOBREPESO E OBESIDADE

REALIDADE ATUAL EM SOBREPESO E OBESIDADE

A baixa atividade física e aumento do aporte calórico são condições comuns na sociedade ocidental e constituem-se na causa de sobrepeso e da obesidade. A obesidade, especialmente quando manifesta sob a forma de obesidade central, está relacionada com a adiposopatia (também conhecida como síndrome metabólica), caracterizada por uma gama de alterações que incluem as diferentes apresentações relacionadas com resistência à insulina, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. Também contribuem para aumento de risco a ocorrência de hipertrofia ventricular esquerda, apnéia obstrutiva do sono, disfunção nervosa simpática e endotelial. Insuficiência cardíaca também está associada com obesidade. Da mesma forma a incidência de algumas neoplasias, em especial câncer de mama, cólon e pâncreas também está relacionada. Como consequência, estudos prospectivos com grandes amostras, e utilizando análise multivariada, demonstraram que obesidade é fator de risco independente para mortalidade global e cardiovascular tanto em homens quanto em mulheres.

Os benefícios da redução de peso incluem redução na pressão arterial, na incidência de diabete mélitus, melhora no perfil lipídico, redução na resistência à insulina e na concentração da proteína C reativa, melhora na função endotelial. Mesmo assim, as medidas atualmente disponíveis para controle de obesidade tem baixa efetividade. Uso de medicações é acompanhado por pequena e transitória perda de peso, sendo que há fortes indícios que alguns fármacos elevam o risco de eventos cardiovasculares em razão de sua ação intrínseca. Tratamentos cirúrgico tem indicação para casos avançados, e embora os resultados sejam favoráveis, persiste preocupação quanto à morbimortalidade.

Novas intervenções para esta condição são desejadas, em vistas à crescente epidemia de sobrepeso e da obesidade. Estatísticas demonstram que o brasileiro com mais de 20 anos tem aproximadamente 50% de chance de apresentar sobrepeso. Em alguns grupos sociais, a obesidade atinge alarmantes 16,9% dos indivíduos.

A determinação da razão cintura quadril (RCQ), expressa em unidade pura, uma vez que é obtida pela divisão da circunferência mensurada na cintura por aquela tomada no quadril, é importante determinante do tipo da forma de distribuição da gordura no organismo. Esta grandeza serve de referencial para determinação de obesidade central, conceitualmente definida como maior que 0,9 em homens e 0,85 em mulheres. A medidas circunferencial da cintura pode servir como referencial, mesmo tomada isoladamente. Valores acima de 102 centímetros em homens e 88 em mulheres sabidamente relacionam-se com aumento marcado do risco cardiovascular e devem ser motivos de intervenção mais precoce e robusta.

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