Perda de peso pode reverter progressão da fibrilação atrial

Perda de peso pode reverter progressão da fibrilação atrial

Fibrilação atrial é a arritmia crônica mais comum. Pode apresentar-se de forma intermitente, denominda paroxística, ou sustentada. Ambas implicam em riscos para o paciente, embora a forma paroxística sinalize melhor controle da condição, quando o paciente está em tratamento. Ambas formas recebem, em conjunto, o apelido de ACFA. A existência desta condição aumenta morbidade e mortalidade nos portadores, motivo pelo qual deve ser evitada. Estudo conduzido na Austrália (REVERSE-AF) avaliou o efeito da obesidade e sobrepeso na progressão desta condição.

Foram acompanhados 355 pacientes com IMC > 27. Estes foram divididos em três grupos: perda sustentada de peso > 10%, perda de peso entre 3 e 9% e, finalmente, perda de peso menor que 3%. A evolução da ACFA de paroxística (intermitente) para sustentada ocorreu com menos frequência em pacientes que alcançaram maior perda de peso, dado que atingiu significância estatística e, pelo tamanho do benefício, certamente relevância clínica. As frequências foram respectivamente de 3%, 32% e 48% dos indivíduos progredindo de ACFA paroxística para ACFA sustentada nos grupos referidos.

Além disto, a reversão de ACFA sustentada para paroxística ocorreu com frequências respectivas de 36%, 17% e 1% entre os grupos, achados também clínica e estatisticamente significativos. Esse fato constitui novidade, pois não havia demonstração de reversão da condição com controle de peso. A redução da progressão já era conhecida.

Os três grupos estudados tinham mais de cem pacientes cada e eram semelhantes em relação às principais comorbidades que mudam o curso da doença, como idade, IMC inicial, existência de hipertensão, diabete mélito e doença arterial coronariana. Houve uma tendência para maior número de procedimentos no grupo com menor perda de peso, marcador de que todos pacientes receberam tratamentos comparáveis.

Os autores concluem que perda de peso e manejo dos fatores de risco são elementos essenciais no tratamento da ACFA no sentido de alterar sua progressão. Há expectativa que futuros trabalhos confirmem os resultados deste trabalho.

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